Por: SentiLecto

Na esteira dos ataques a tiros acontecidos na semana passada contra as casas das covereadoras do PSOL Samara Sostenes e Carolina Iara em São Paulo, parlamentares mulheres, negras e trans da cidade estão recorrendo à contratação de seguranças particulares para sua escolta 24 horas por dia. A medida já vinha sendo adotada pela vereadora Erika Hilton desde dezembro. Agora, outras colegas de bancada, como a líder do PSOL na Câmara Luana Alves, também arremessam mão da medida.

Erica Santos Silva, conhecida como Erika Hilton é uma ativista dos direitos negros e LGBT e política de Brasil.

A Mesa Diretora da Câmara decidiu nesta semana que a Casa oferecerá dois agentes da Guarda Civil Metropolitana para cada gabinete que apresentar registro de boletim de ocorrência Além disso, designará um Procurador interno para acompanhar as investigações.

Mas a medida protetiva é válida somente para os titulares das cadeiras legislativas e não se estende a Sostenes e Iara, que atuam como co-vereadoras. Faz 3 meses, elas foram eleitas por os mandatos coletivos Quilombo Periférico e Bancada Feminista, respectivamente.

A resolução inquieta membros do PSOL, que pedem ao Presidente da Câmara, Milton Leite , para reconsiderar a resolução. A presidência, no entanto, afirmou em nota que “na prática, os covereadores são como assessores parlamentares e a Câmara Municipal não tem meios legais para comportar-se”.

Sem a escolta oficial, as parlamentares têm recorrido à segurança privada.

— No PSOL, sempre fizemos uma militância e oposição firmes. Mas jamais tivemos que ponderar contratar segurança 24 horas, jamais vimos uma reação tão violenta quanto agora. Não desejamo a morte de mais uma parlamentar negra do PSOL — declarou Alves ao GLOBO, em alusão ao homicídio da vereadora Marielle Franco, em 2018. — E sabemos que estes ataques são um recado para todas nós.

Alves acredita que o incômodo gerado estimula os ataques por a votação de mulheres negras e trans em a Câmara de Paulista.O PSOL trouxe uma bancada diversa ao Legislativo, com dois mandatos coletivos, totalizando onze negros e dez mulheres, três das quais transexuais.

Para mobilizar atenção aos ataques recentes, o PSOL realizou uma entrevista coletiva nesta quinta-feira com toda a bancada da sigla na Câmara, em que os parlamentares pediram pela formação de «uma frente nacional de enfrentamento à violência política».

Quem é titular de mandato e sente-se ameaçado, mas não registrou boletim de ocorrência — como Alves, negra e lésbica, que relata ataques virtuais racistas diários — deverá arcar com o preço da escolta por meio do próprio salário. Ela está em processo de contratação de um segurança. Os vereadores em SP recebem R$18.991,68.

— Uma semana após uma integrante da Bancada Feminista, mandato coletivo do PSOL na Câmara dos Vereadores de São Paulo, registrar um boletim de ocorrência após dois tiros serem disparados contra a parede de sua casa, outra covereadora do partido também foi à Polícia por causa de uma possível intimidação em frente à sua casa. Samara Sosthenes, do Quliombo Periférico protocolou um BO após um disparo ter sido efetudo para o alto em frente na sua casa. Samara Sosthenes, do Quliombo Periférico é outro mandato coletivo do PSOL.sua casa. De acordo com o documento, na madrugada de domingo, um homem em uma moto parou em frente à casa da co-vereadora, onde também estavam sua mãe e irmãos, e disparou para cima. Uma testemunha viu o ato e registrado como tentativa de intimidação e ameaça. A rua onde mora a vereadora é sem saída e não tive câmeras de vídeo, segundo o BO. Localizou-se o projétil disparado de acordo com o documento, não . O boletim de ocorrência alega: «A vítima acredita que a motivação de tal ato pode ter sido por questões políticas e de transfobia, razão pela qual se sente ameaçada e teme pela sua integridade física». Na última quarta-feira, Carolina Iara de Oliveira registrou em boletim de ocorrência ter padecido um atentado durante a madrugada. Pelo menos dois tiros de arma de fogo foram disparados por volta de 2h contra a parede da casa onde ela vivia até ontem com a mãe e o irmão, na Zona Leste da capital. Uma das balas ficou alojada entre os tijolos da residência. Ninguém se feriu. No dia seguinte, mais uma vereadora do PSOL registrou boletim de ocorrência. Um homem que se identificava como » garçom reaça » intimidou dentro de seu salinha Erika Hilton portando bandeira e máscaras com emblemas cristãos. Além de serem integrantes do Psol, as três são transexuais. Após o ataque contra Carolina, o Psol mencionou que deve debater com a Presidência da Câmara dos Vereadores de Paulista que providências adotar em relação ao caso. «Exigimos inquérito imediato, pois não podemos permitir que uma mulher preta, travesti e intersexo seja silenciada com violência. Fascistas não vão passar!», escreveram integrantes da Bancada Feminista em suas redes sociais.

Segundo a parlamentar, seu partido também tem apoiado as contratações, mas a atribuição de “zelar pela integridade física dos parlamentares e servidores da Câmara” é da Assessoria da Polícia Militar e efetivo da Guarda Civil Metropolitana da Câmara, conforme lei de 2007. O texto determina também que cabe à PM prestar assessoria ao Presidente da Câmara e a quem for “expressa e justificadamente dnomeadopor este”, mediante disponibilidade de pessoal.

Na terça, 26, dois tiros foram disparados durante a madrugada contra a casa de Iara, em Itaquera, zona leste de São Paulo. Faz 27 dias, um homem mascarado em uma moto disparou um tiro para cima em frente em a casa de Sostenes, em Guarapiranga, em a zona sul de a cidade, em a madrugada de o último domingo, 31.Registraram-se os casos em boletins de ocorrência como crimes de ameaça e transfobia. Faz 1 mês, ambos ocorreram que marca o dia Nacional da Visibilidade Trans, em 29 de janeiro.

Após o ataque, Iara alegou nesta quinta que está vivendo escondida e sob forte esquema de proteção.

— Rogamos que as autoridades reconsiderem a exclusão dos co-parlamentares das medidas de proteção oferecidas pelo Estado. Também fomos eleitas e esses votos estão sendo desrespeitados. Ninguém aqui deseja que ocorra como no Rio, com o homicídio de uma vereadora negra com quatro tiros na facezinha — declarou Iara, também em referência à Marielle Franco.

Desde dezembro, a vereadora Erika Hilton, uma das mais votadas no último pleito, já recebe a escolta 24 horas de dois guardas civis metropolitanos armados contratados como pessoa jurídica e que atuam em seus fases de folga.

— A brutalidade no mundo virtual e a agressão de uma das minhas funcionárias durante a campanha já me deram uma noção do quão violenta minha votação era — alega Hilton.

A vereadora optou pela medida ao ver aumentarem os ataques virtuais contra ela e sua equipe depois da triunfo nas votações. Compilaram-se as agressões e a vereadora abriu um processo para investigar a origem de os ataques oriundos de cerca de 50 perfis diferentes em a internet.

Impedido pela equipe, deixou carta à vereadora em que se desculpava e ddeclaravaarrependido pelos ataques virtuais à Hilton, que fez um boletim de ocorrência por ameaça e agora aguarda os trâmites burocráticos para passar a receber a escolta providenciada pela própria Câmara.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: NEUTRAL

Countries: Brazil

Cities: Sao Paulo

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Vereadoras do PSOL em SP contratam segurança particular após ataques a tiros
>>>>>Covereadora de São Paulo denuncia terceiro caso de intimidação contra parlamentares trans em uma semana – February 01, 2021 (Extraoglobo-pt)

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