Por: SentiLecto

BogotáO governo de Colombia decidiu ampliar a presença militar nas áreas de fronteira com o Brasil e o Peru, diante de uma significativo ampliação de casos da Covid-19 na região. Segundo as autoridades locais, o departamento colombiano do Amazonas registra o maior número de infecções per capita do país: 94 a cada grupo de 10 mil habitantes. Em Letícia, capital regional, muitos dos contagiados vieram do Brasil, através da passagem fronteiriça de Tabatinga segundo a Fundação de Vigilância de Saúde do Amazonas. Passagem fronteiriça de Tabatinga é cidade que tem 329 casos.

— Tomamos a resolução de militarizar todos os pontos de fronteira e exercer o respectivo controle para evitar a chegada de casos com a população flutuante — alegou o presidente de Colombia Iván Duque, em um programa de TV do governo nesta terça-feira. Até o momento, a Colômbia registra 12.300 casos e cerca de 500 mortes, e adota medidas rigorosas de isolamento e limitação de atividades.

Iván Duque anunciou nesta terça-feira que vai militarizar a travessia da fronteira com o Brasil, localizada em Leticia, no setor do Amazonas, para conter a emergência do coronavírus na região, onde já há 743 contagiados e 26 mortos. Iván Duque é o presidente da Colômbia.Duque durante seu programa diário de TV disse: «tomou-se a resolução para militarizar todos os pontos de fronteira com mais presença e exercer o respectivo controle para evitar a chegada de casos importados de população flutuante».

Na terça-feira 05 de maio – Líderes indígenas do Brasil pediram à Organização Mundial da Saúde a criação de um fundo de emergência para aauxiliara proteger suas comunidades da ameaça da pandemia de coronavírus. Muitos dos 850 mil indígenas do país moravam em áreas remotas da Amazônia com acesso restringido ao atendimento de saúde, e grupos indígenas declaravam que o governo do presidente Jair Bolsonaro não incluiu suas comunidades nos planos nacionais de guerrazinha ao vírus. Em uma carta ao chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, eles pediram assistência para obter equipamentos de proteção pessoal indisponíveis para os profissionais de saúde que trabalhavam em reservas e aldeias. Joenia Wapichana, a líder do pedido à OMS e a primeira mulher indígena eleita ao Congresso brasileiro, à Reuters. » declarou: » era uma verdadeira emergência».Os indígenas estavam vulneráveis e não têm proteção.» O número de indígenas de Brasil mortos pelo vírus subiu para 18, declarou a organização indígena Apib, mas o governo só registrou oficialmente seis. Isso porque a Secretaria Especial de Saúde Indígena só relatava mortes em aldeias, e não as de membros de tribos que se mudaram para áreas urbanas. Até domingo se havia confirmado que 107 indígenas da Amazônia estavam contagiados, 59 deles no extremo norte do rio Amazonas, perto das fronteiras com a Colômbia e o Peru, declarou a Apib. A Coordenação de Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira se queixou da falta de exames e da ausência de assistência do Sesai para pessoas que viviam fora das aldeias tradicionais em cidades como Manaus, onde os casos de vírus estavam sobrecarregando as clínicas. Nelson Teich declarou que proteger os povos indígenas era uma prioridade. Nelson Teich é o novo ministro da Saúde. A Fundação Nacional do Índio proibiu missionários cristãos de evangelizarem tribos isoladas durante a epidemia para evitar o contágio. O pedido dos grupos indígenas veio um dia depois de uma carta aberta mandada por dezenas de artistas, músicos e atores internacionais a Bolsonaro apelando para que ele proteja os indígenas brasileiros. Entre os signatários estavam os artistas Ai Weiwei e David Hockney, os músicos Sting e Paul McCartney, os atores Glenn Close e Sylvester Stallone e a apresentadora e atriz Oprah Winfrey.

Além do risco dos casos importados, as autoridades sanitárias de Letícia delatam a falta de recursos na única clínica da cidade, que não tem uma unidade de terapia intensiva. Por isso, defendem que utilizem-se hotéis para aumentar o número de leitos.

Faz 2 meses, depois que um motim deixou 23 detentos mortos e quase cem feridos em a penitenciária de La Modelo, a Colômbia já havia, em Bogotá.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: NEGATIVE

Countries: Colombia, Peru, Brazil

Cities: Bogota

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Colômbia amplia presença militar na fronteira com o Brasil para tentar conter o vírus
>>>>>Colômbia militariza passagem de fronteira com Brasil para conter coronavírus – May 13, 2020 (EfeGeneric)

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