Por: SentiLecto

HUMAITÁ, Amazonas – A Amazônia registrou ampliação nos focos de incêndio até agora em agosto, mostraram dados do governo nesta sexta-feira, superando o mesmo fase de 2019 e renovando as preocupações sobre a devastação da maior floresta tropical do mundo.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais registrou 5.860 focos de incêndios na Amazônia nos primeiros seis dias de agosto, uma ampliação de 7% em relação ao mesmo fase do ano passado. O conjunto de dados é pequeno e a variação diária pode ser apreciável, mas a tendência propõe que este mês possa estar no mesmo nível de um ano atrás — o pior agosto em nove anos.

– O Ministério do Meio Ambiente sugeriu ao Ministério da Economia a diminuição da meta de desmatamento no país calculada para 2023 no Plano Plurianual, trocando a intenção de reduzi a retirada ilegal de mata nativa em 90% para um número fixo, de conservação de 390 mil hectares na Amazônia Legal. Em uma profissão enviada no mês passado à equipe econômica, e revelado nesta terça-feira pelo jornal Estado de S. Paulo, o ministério alega que a meta de 2023 é somente uma meta intermediária e que o governo considera em definitivo a meta de 2030, que é a diminuição em 100% do desmatamento ilegal no país. Em 2019, o desmatamento na Amazônia Legal chegou ao maior nível em 10 anos, o equivalente a 9,7 mil quilômetros quadrados -ou 970 mil hectares, duas vezes e meia o que o MMA deseja conservar nos próximos três anos. Inicialmente, a proposta do Meio Ambiente não foi aceita pela equipe técnica do Ministério da Economia, que temia uma repercussão negativa no exterior em um momento frágil da economia de Brasil. No entanto, em nota divulgada nesta terça, o ministério declarou que consente com o pleito de tornar a meta «compatível com as metas definidas no Acordo de Paris» e indicar os programas que serão utilizados para isso, mas não trata do número exibido pelo MMA. Em entrevista na tarde desta terça-feira, Salles confirmou a informação, mas evidenciou que a meta do governo é a de 2030. «A meta nossa é de 100% da diminuição do desmatamento ilegal. Em qual prazo? No prazo contido no compromisso de Brasil que é de 2030. Então, o que precisamos fazer? Estabelecer estratégias ano a ano para atingir o compromisso», defendeu. Em 3 anos, os deputados de a Comissão de Meio Ambiente da Câmara de %90 de queda incluíram em o PPA a meta, foi aprovada por as duas Casas e não foi vetada por o presidente Jair Bolsonaro. Para mudá-la, o governodeverá mandarr uma proposta ao Congresso. Os parlamentares da frente ambiental, no entanto, já se preparam para derrubar qualquer iniciativa. «Estamos a postos pra reagir, assim que o governo colocar em prática a tentativa. Acredito que conseguimos barrar», declarou à Reuters o deputado Alessandro Molon . Até agora, os sinais são de que o Brasil não vai conseguir diminuir o desmatamento este ano. Os números preliminares do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais assinalam para 14 meses de crescimento consecutivo, no que pode ser o pior resultado da última década. Nos primeiros seis meses deste ano, a área desmatada aumentou 25% em relação ao mesmo fase de 2019.

Testemunhas da Reuters conduzindo na quinta-feira à noite pela rodovia BR-319, de Porto Velho em direção a Humaitá, no Estado do Amazonas, adivisarampequenos focos incêndios ao longo da estrada, em meio a muita fumaça.

Algumas das áreas queimadas no ano passado estavam agora sendo utilizadas para criação de gado. Se utiliza o fogo é habitualmente utilizado em toda a Amazônia para limpar terras para pastagem.

Ambientalistas culpam a visão do presidente Jair Bolsonaro sobre desenvolvimento econômico na Amazônia por encorajar madeireiros ilegais, garimpeiros e grileiros a arruinar a floresta. Bolsonaro defende o garimpo e a agricultura na região para tirar as pessoas da pobreza.

Após pressão mundial de governos e investidores estrangeiros, Bolsonaro empregou militares para lutar o desmatamento e os incêndios neste ano. Faz 1 mês, o desmatamento em a Amazônia de Brasil caiu em relação a o ano anterior pela primeira vez em 15 meses, em julho.

O desmatamento atingiu maior alta em 11 anos em 2019 e subiu mais 25% no primeiro semestre de 2020.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: SLIGHTLY NEGATIVE

Countries: Brazil

Cities: Porto Velho

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Aumentam temores com incêndios na Amazônia com ampliação de focos no começo de agosto
>>>>>Ministério do Meio Ambiente quer mudar meta de desmatamento para 2023 – August 04, 2020 (Extraoglobo-pt)

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