Por: SentiLecto

A força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro prendeu cinco pessoas nesta quinta-feira acusadas de ligação com fraudes cometidas há anos na área da saúde e que teriam continuado em meio a compras emergenciais realizadas para lutar a pandemia de Covid-19, enfermidade respiratória provocada pelo novo coronavírus, informou a Polícia Federal.

Entre os alvos da operação realizada pela Lava Jato estão o empresário Mário Peixoto, um grande provedor do Estado do Rio de Janeiro preso em Angra dos Reis, e o ex-deputado e ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro Paulo Melo, que já foi preso em 2017, mas estava desde março em prisão domiciliar por conta da pandemia de Covid-19.

A operação Favorito, desdobramento de outras duas ações da Lava Jato –Cadeia Velha e Quinto do Ouro–, investiga grupo capitaneado por empresários que pagava propina a conselheiros do Tribunal de Contas do Estado , deputados estaduais e outros agentes públicos para obter benefícios em contratos de prestação de serviço, incluindo na área da saúde.

Faz 4 meses, a PF em nota declarou : » Eles vêm há pelo menos 10 anos se realçando como um de os principais provedores de mão de obra terceirizada para o governo de o Estado do Rio e órgãos a ele vinculados «.

Se encontrou Representantes de Peixoto e Melo não para comentar as denúncias.

Por outro lado, enquanto isso, o governador do Pará, Helder Barbalho , publicou –também na noite de terça-feira– um vídeo em uma rede social declarando ter se reunido com representantes das companhias chinesa e brasileira culpados pela venda dos respiradores.

Na quinta-feira 23 de abril – A Polícia Federal deflagrou uma operação de guerrazinha a desvio de recursos destinados à compra de livros pela prefeitura de Aroreiras para divulgar informações sobre o coronavírus e aauxiliara clutara pandemia de Covid-19. De acordo com a PF, a compra dos livros foi feita sem licitação e com dinheiro do Fundo Nacional de Saúde. Três mandados de busca e apreensão foram emitidos para a casa do investigado, que não teve o nome revelado; uma companhia e para a prefeitura de Aroeiras. A operação foi feita em conjunto com o Ministério Público Federal, o Ministério Público do Estado da Paraíba, Controladoria-Geral da União e Tribunal de Contas da Paraíba. «Restou provado que livros e cartilhas similares estavam disponibilizadas gratuitamente na página do Ministério da Saúde na internet. Ademais, a CGU assinalou que um o município de os livros comprou ele cerca de %330 acima do valor comercializado em a internet , o que causou um superfaturamento correspondente a 48.272,00 reais», declarou a PF em comunicado. Segundo a Polícia Federal, os investigados podiam responder pelos crimes de inexigibilidade injustificada de licitação e peculato. As penas adicionadas podiam chegar a 18 anos de prisão, de acordo com a PF.

A operação Quinto do Ouro, de 2017, investigou um suposto esquema de pagamento de propina aos conselheiros do TCE para que contratos do Estado do Rio fossem aprovados sem ressalvas ou questionamentos na época do ex-governador Sérgio Cabral . Na Cadeia Velha, a Lava Jato assinalou a existência de um esquema de pagamento de benefícios a deputados pelo grupo de Cabral em troca da aprovação de projetos no Parlamento fluminense.

Agentes da PF e auditores fiscais, junto com o Ministério Público do Estado e com o MP federal, satisfazem 42 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão preventiva nos Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Faz 4 meses, a 7ª Vara Criminal Federal do Rio expediu os mandados, e há suspeitas da prática dos crimes de lavagem de capital, organização criminosa, corrupção, peculato e evasão de divisas.

A PF, ao realçar que a lavagem de dinheiro acontecia também por meio da compra de imóveis nos Estados Unidos declarou: «Os elementos assinalam que o grupo criminoso alavancou seus negócios com contratações públicas realizadas por meio das suas inúmeras pessoas jurídicas, entre elas cooperativas de trabalho e organizações sociais, em sua maioria constituídas em nome de interpostas pessoas, a fim de permitir a lavagem dos recursos públicos indevidamente desviados e disfarçar o repasse de valores para agentes públicos envolvidos».

Na semana passada, além de Gabriell, mais três pessoas foram presas, entres elas o substituto dele na posição, Gustavo Borges. Os dois foram exonerados.

Segundo PF e MP, há provas de que a organização criminosa «persiste nas práticas delituosas, inclusive se valendo da situação de tragédia causada pela pandemia do coronavírus, que autoriza contratações emergenciais e sem licitação, para obter contratos milionários de maneira ilícita com o poder público, além de atuar para a devastação de provas».

Paralelamente, o Ministério Público estadual do Rio, em parceria com MPF e PF, também realiza uma operação contra fraudes na saúde fluminense envolvendo a gestão de UPAs feita por uma organização social.

Segundo o MP estadual, foram desviados quase 4 milhões de reais de recursos repassados pelo governo do Estado.

MP, adicionando que cUm dos presos é também alvo da operação Favorito, isse a Polícia Federal. isse: «O desvio dos recursos se deu através de pagamentos superfaturados a uma companhia responsável pelo abastecimento de alimentação às unidades de saúde»,.De acordo com os inquéritos, a organização social recebeu, desde 2012, uma soma superior a 763 milhões de reais do Fundo Estadual de Saúde do Rio de Janeiro para a administração das unidades.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: NEGATIVE

Countries: United States, Brazil

Cities: Angra Dos Reis

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Lava Jato no Rio prende acusados de desvios em compras emergenciais para lutar Covid-19
>>>>>Empresários são presos em caso de fraudes em vendas de respiradores no RJ e PA – May 14, 2020 (Extraoglobo-pt)

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