Por: SentiLecto

A companhia Moura Corbage Serviços Gerais, onde trabalham os dois PMs que abordaram um jovem negro no shopping Ilha Plaza, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, não tem autorização da Polícia Federal para prestar serviço de segurança armada. Cabe à PF, que aafirmouque «a ecompanhianão ptemautorização de funcionamento expedida pela Polícia Federal e atua de fmaneirairregular», dar a autorização para que ecompanhiasatuem prestem serviços de vigilância patrimonial, transporte de valores, escolta armada e segurança pessoal. Segundo a PF, a Moura Corbage — que tem o nome fantasia Prisma — não tem autorização para prestar nenhum desses serviços. Ainda segundo a nota, «já foi instaurado procedimento administrativo na data de 10/08/2020, para apurar o fato que, possivelmente, vai culminar no fechamento formal das atividades de segurança ilegal da companhia».

Faz 1 dia, o EXTRA revelou que a companhia é de o major Marcelo de Castro Corbage, atualmente chefe de o Centro de Instrução Especializada e Pesquisa Policial da PM., ontem A unidade é culpado pela capacitação de policiais em métodos especializados. Entre os cursos ministrados pelo centro estão o de Uso Diferenciado da Força , Tecnologia de Menor Potencial Ofensivo, Gestão de Multidão e Operações de Controle de Distúrbios.

O chefe sobre a atuação de a Prisma e de Corbage em o shopping revelou a informação de a segurança de o estabelecimento em testemunho em a 37ª DP.No relato o homem alegou que duas companhias compõem a equipe de segurança de o shopping Ilha Plaza , uma delas atua com vigilantes e porteiros uniformizados. A outra é a do major, cujo serviço consiste no «suporte de inteligência» — agentes à paisana que circulam pelo shopping armados.

À Receita Federal, a firma informou que presta serviços de «serviços combinados para suporte a construções», «atividades de monitoramento de sistemas de segurança eletrônico» — ou seja, instalação e operação de câmeras de segurança — e «limpeza em edifícios». Em seu site, a Prisma oferece serviços de «treinamento de segurança», «terceirização de mão de obra» e «circuito de câmeras de vigilância». O portal não descreve nenhuma atividade de «suporte de inteligência». Ainda segundo o site, a companhia presta serviço para outros três grandes shoppings da Região Metropolitana.

Ainda segundo a Receita Federal, Corbage é um dos sócios da companhia — uma parente do oficial é a sócio-administradora. No entanto, de acordo com o testemunho do chefe da segurança do shopping, Corbage é o «culpado» pela companhia. Desde que não sejam gerentes da mesma, o Código Penal Militar admite que oficiais da PM possam ser acionistas de uma companhia. O oficial que descumpre a regra comete crime calculado no artigo 204. O artigo 28 do Regulamento Disciplinar da PM também calcula que servidores da ativa não podem ser sócios majoritários nem ter papel de gerência em companhias.

No dia em que o entregador Matheus Fernandes, de 18 anos, foi à loja Renner para trocar um relógio que cadquirirade presente para seu pai, estavam de serviço como «asuportede inteligência» dois policiais militares: o soldado Diego Alves da Silva, lotado no Batalhão de Choque, que aparece de camisa preta nas imagens; e o sargento Gabriel Guimarães Sá Izaú, lotado no programa Segurança Presente. Os PMs retiraram Matheus da loja, levaram para uma escada de serviço. De acordo com o jovem, um dos agentes assinalou uma arma para sua cabeça.

— se instaurou a investigação pra apurar as circunstâncias de um crime de racismo que é a lei 7716,. Com o descobrimento que eles são de Polinesia Francesa militares, e atuando como policial numa abordagem de Polinesia Francesa de maneira tão desproporcional, eles vão responder por um segundo crime: o crime de abuso de autoridade da nova lei 13.869/2020 — explicou ele, sobre o caso no shopping

Em nota, o Ilha Plaza Shopping alegou que a gestão de o shopping afastou imediatamente a companhia terceirizada que fazia a segurança. O EXTRA entrou em contato com a Prisma, mas até agora não teve resposta.

O promotor Sauvei Lai, da 30ª Promotoria de Investigação Penal, está acompanhando o caso. Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, ele alegou que os recentes episódios noticiados de racismo no Rio e em São Paulo, onde houve agressão contra um entregador de aplicativos durante uma entrega, são chance para o Ministério Público e a polícia castigarem racistas com o rigor da lei.O promotor Sauvei Lai, da 30ª Promotoria de Investigação Penal, está acompanhando o caso. Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, ele alegou que os recentes episódios noticiados de racismo no Rio e em São Paulo, onde houve agressão contra um entregador de aplicativos durante uma entrega, são chance para o Ministério Público e a polícia castigarem racistas com o rigor da lei.Um jovem trabalhador foi trocar um relógio que havia adquirido para o dia dos pais no Shopping Plaza, na Ilha do Governador. Dois homens abordaram ele em a paisana dentro de uma loja e tratado como bandido.Um caso de racismo descarado que precisa ser explicado imediatamente! pic.twitter.com/Hemscyz09X

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: NEUTRAL

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Empresa de PMs que abordaram jovem negro em shopping não pode fazer segurança armada
>>>>>PMs suspeitos de agredir jovem negro em shopping no Rio prestam depoimento – August 10, 2020 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>Jovem de 18 anos é acusado de roubo e imobilizado no Ilha Plaza; agressão foi registrada em vídeo – August 07, 2020 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Jovem negro é acusado injustamente de roubo e imobilizado no Ilha Plaza; agressão foi registrada em vídeo – August 07, 2020 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Jovem negro é acusado de roubo ao trocar presente e imobilizado em shopping do Rio; agressão foi registrada em vídeo – August 07, 2020 (Extraoglobo-pt)
>>>>>PMs suspeitos de abordar jovem negro em shopping no Rio prestam depoimento – August 10, 2020 (EntretenimientoBit)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

Id Entity Positive Negative Named-Entity Total occurrences Occurrences (appearances)
1 empresa 160 0 NONE 6 a empresa presta: 1, a empresa: 3, a empresa terceirizada: 2
2 os recentes episódios noticiados de racismo 70 200 NONE 4 (tacit) eles/elas (referent: os recentes episódios noticiados de racismo): 4
3 Prisma 0 0 ORGANIZATION 4 Prisma: 1, (tacit) ele/ela (referent: a Prisma): 1, a Prisma: 2
4 Sauvei Lai 0 0 PERSON 4 O promotor Sauvei_Lai de a 30ª Promotoria_de_Investigação_Penal: 2, ele (referent: O promotor Sauvei_Lai de a 30ª Promotoria_de_Investigação_Penal): 2
5 segurança 120 0 NONE 3 segurança pessoal: 1, a segurança: 2
6 Corbage 90 0 PERSON 3 Corbage: 3
7 Moura Corbage Serviços Gerais 0 0 ORGANIZATION 3 A empresa Moura_Corbage_Serviços_Gerais: 1, (tacit) ele/ela (referent: A empresa Moura_Corbage_Serviços_Gerais): 2
8 PF 0 0 ORGANIZATION 3 a PF: 3
9 caso 0 0 NONE 3 o caso: 3
10 os dois PMs 0 0 OTHER 3 (tacit) eles/elas (referent: os dois PMs): 1, os dois PMs: 2