Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Carrefour en el mundo 2013

Porto Alegre O sepulto de João Alberto Silveira Freitas, o homem negro de 40 anos morto por seguranças do supermercado Carrefour em Porto Alegre na noite de quinta-feira, foi marcado ontem por um clima de pedido por justiça e denúncias de racismo. No momento do encerramento do sepulcro, além de condenarem os dois seguranças que cometeram o crime, pessoas presentes pediram o indiciamento de uma fiscal do Carrefour que aparece nas imagens da agressão que concluiu em morte.

— A certidão de óbito de João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, assinala que asfixia matou ele. A informação é da delegada Nadine Farias Alfor, matou-se chefe de a Polícia do Rio Grande do Sul que ainda aguarda os laudos, que detalharão como o homem em as dependências de uma loja de o Carrefour em Porto Alegre. Se o espancou conhecido como Nego Beto, por dois seguranças por dois seguranças de o supermercado por quase 10 minutos. Segundo Nadine, os dois seguranças foram presos em flagrante e responderão por assassinato triplamente qualificado, com dolo eventual. A asfixia é uma das três qualificadoras. As outras duas são motivo fútil e utilização de recursos que impossibilitaram a defesa da vítima. A delegada não descarta que o crime tenha sido cometido por racismo, mas alega que ainda é preciso escutar todos os envolvidos para que a polícia chegue a uma finalização. — Racismo existe, discriminação existe, preconceito existe. Existe o racismo estrutural e o racismo no momento da ação. Temos imagens, mas não temos sons para escutar o que foi conversado. Não descartamos nenhuma suposição – declara Nadine, adicionando que ainda é precipitado tirar finalizações e que a investigação tem 10 dias para ser deduzido. Os dois seguranças presos não tinham antecedentes criminais. Um deles é de Polinesia Francesa militar provisória e trabalha na área administrativa. Se escutará uma mulher que acompanha as agressões a João Alberto também que também é funcionária de o Carrefour ou de a companhia de segurança terceirizada, e a Vector. — A investigação vai analisar e detalhar a conduta e a participação de cada um — diz ela. Nadine alega que algumas imagens mostram que João Alberto teria empurrado ou dado um soco num dos seguranças ao sair do supermercado. Não se sabe, porém, o motivo. Outras imagens mostram que os seguranças utilizaram joelhos nas costas da vítima para imobilizá-la. — A apuração mostrará a dinâmica dos fatos, mas é fato que houve uma desproporcionalidade na reação dos seguranças – declara a delegada. Segundo Nadine, a morte de João Alberto não poderá ser em vão e é preciso buscar uma mudança cultural que lute as diversas espécies de intolerância. O Rio Grande do Sul, alegou, está prestes a inaugurar a primeira delegacia especializada em crimes de intolerância. — Temo que buscar uma mudança cultural e, ao mesmo tempo, assinalar a autoria dos crimes para que possam ser castigados de acordo com a lei — alega. Os dois seguranças seguem presos. A Polícia Civil pediu a prisão preventiva, mas a Justiça ainda não se pronunciou. A Vector Segurança Patrimonial, culpado pela segurança da loja do Carrefour em Porto Alegre, tem sede em São Paulo. Seus sócios são Adelcir Geusemin e Simone Tognini, cabo da Polícia Militar paulista, licenciada da posição há um ano. Em nota a companhia declara que se sensibiliza com os familiares da vítima e que não tolera nenhuma espécie de violência, «especialmente as decorrentes de intolerância e discriminação». Declara ainda que seus funcionários recebem treinamento adaptado para respeito «às diversidades, dignidade humana, garantias legais, liberdade de pensamento, ideologia política, bem como à diversidade racial e étnica».— Seu filho, João Alberto Silveira Freitas já estava na ambulância, sem vida, quando João Batista Rodrigues Freitas, de 65 anos, chegou ao supermercado Carrefour na Zona Norte de Porto Alegre na noite desta quinta-feira. Um homem negro de 40 anos, ele faleceu após ser espancado por seguranças, em um episódio que tomou as redes sociais nesta sexta-feira, Dia da Consciência Negra. — Foi uma agressão terrível. A mulher dele me ligou e eu fui para lá, mas ele já estava agonizando — alegou o pai da vítima ao GLOBO, quando cheguei ali. Enquanto a morte de seu filho se tornava mais um emblema do racismo no Brasil, ele passou as últimas horas entre a delegacia e o Instituto Médico Legal. Os vídeos que circulam em redes sociais mostram ele sendo agarrado pelas costas por um segurança e atacado por outro com diversos socos na cabeça. A agressão teria acontecido após Beto, como era conhecido, ter ameaçado uma funcionária enquanto passava as compras pelo caixa. No momento da morte, a mulher dele ainda estava dentro da unidade concluindo de pagar as compras. Beto chegou a pedir assistência, quando ela chegou, mas não resistiu às agressões. A Polícia Civil trabalha com a suposição de que ele faleceu vítima de uma parada cardíaca provocada pelo obstáculo de respirar enquanto era imobilizado pelos seguranças. O pai de João Alberto está certo de que nada justifica a reação dos seguranças, embora ainda tente compreender o que ocorreu dentro do mercado. — Eu perguntei, quando eu cheguei lá para o segurança: ele bateu em alguém, roubou alguma coisa? Ele declarou que não, que ele atacou porque se atacou primeiro. Mas não tinha sinal de agressão, não tinha hematoma. Se é assim, eu compreendo que só pode ter sido racismo — alegou. A morte também assombrou amigos de João. A vítima costumava frequentar as partidas do São José, clube da Zona Norte de Porto Alegre. — O Beto era companheiro nosso de arquibancada, ali de São José, cara firme, cara gente boa, durão, coração mole. Ainda que a gente conheça o tratamento do pessoal no mercado, como a gente é acostumado em dia de jogo, é uma notícia que pegou todo mundo de surpresa — alegou Márcio Nobre Cardoso, auxiliar administrativo de 29 anos. Nos vídeos compartilhados nas redes sociais, uma funcionária do supermercado também aparece ao lado dos seguranças que atacam Beto. Ela aparece com um celular na mão, filmando a agressão. Se a grava posteriormente, também reclamando que testemunhas estavam filmando a agressão. Segundo João Batista, ela também faria parte da equipe de segurança do mercado. Os seguranças estão presos e responderão por homícidio por asfixia por dolo eventual. Um deles é de Polinesia Francesa militar provisória e estava fora do horário de serviço. — Eu desejo que seja feita Justiça. É nesses casos que a gente só espera que seja feita justiça, compreende? As pessoas desejam uma resposta — alega.Um grupo de manifestantes se reune em frente a uma unidade da rede de supermercados Carrefour, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, para queixar-se contra a morte de João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, espancado até a morte em uma das lojas da rede em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, na noite desta quinta-feira . O ato iniciou por volta de 16h. Entre os participantes estão artistas como Pretinho da Serrinha, Nego do Borel, Tico Santa Cruz e Patricia Pillar.

Carrefour é uma rede internacional de hipermercados fundada na França em 1960.

O velório e o enterro aconteceram no Cemitério Municipal São João, na capital gaúcha. Milena Borges Alves estava bastante emocionada. Milena Borges Alves é a atual mulher. Assim como ela, João Batista Freitas não se afastava por muito tempo do caixão. João Batista Freitas é o pai de João Alberto. Também estavam presentes três dos quatro filhos de João Alberto: Thaís, 22; Tainara, 16; e Desiré, 9. O filho João Alessandro, 15, não desejou participar da cerimônia.

— Ele declarou que não deseja ter a imagem do pai morto como última lembrança — explicou Marilene Santos Manoel, ex-mulher de João Alberto e mãe dos seus três filhos mais novos.

Thaís declarou que ficou sabendo da morte do pai após ser contactada por primos na madrugada de sexta. Thaís é a filha mais velha de João Alberto. Logo em seguida, começou a receber mensagens com notícias e vídeos das cenas de agressão.

Aposentado por invalidez, João vivia com um salário mínimo, fazia bicos pelo bairro e auxiliava o pai. Ele morava com a companheira, Milena Borges Alves, e a filha dela Estava especialmente contente nos últimos dias. Finalmente se casaria com Milena, no começo de dezembro. Eles esperavam por esse momento desde o ano passado mas, devido à pandemia, a cerimônia estava sendo aprotelada Desde que João se separou da ex, viviam juntos há nove anos – mulher, Marilene Santos Manoel.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: NEGATIVE

Countries: Brazil

Cities: Porto Alegre

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>João Alberto, morto em supermercado em Porto Alegre, se casaria em dezembro
>>>>>Espancado no supermercado Carrefour de Porto Alegre, João Alberto morreu por asfixia – November 21, 2020 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>Após 1 ano e 9 meses, seguranças envolvidos na morte de jovem em supermercado do Rio não foram julgados – November 20, 2020 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>’Só pode ter sido racismo’, diz pai de homem espancado até a morte em mercado de Porto Alegre – November 20, 2020 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Manifestantes no Rio cobram justiça pela morte de homem negro espancado em supermercado – (Extraoglobo-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

Id Entity Positive Negative Named-Entity Total occurrences Occurrences (appearances)
1 João Alberto Silveira Freitas 0 70 PERSON 16 João_Batista_Rodrigues_Freitas de 65 anos: 1, João_Alberto_Silveira_Freitas: 1, (tacit) ele/ela (referent: O filho João_Alessandro): 1, João_Alberto: 5, João_Batista_Freitas (apposition: o pai de João_Alberto): 1, João_Batista: 1, Ele (referent: O filho João_Alessandro): 1, João: 2, João_Alberto_Silveira_Freitas (apposition: o homem negro de 40 anos): 1, ele (referent: João_Alberto_Silveira_Freitas): 1, O filho João_Alessandro: 1
2 eu 7 80 NONE 15 (tacit) eu: 9, eu: 4, Eu: 1, me: 1
3 seguranças 560 240 NONE 13 seguranças: 11, dois seguranças presos: 1, dois seguranças: 1
4 Nadine Farias Alfor 0 0 PERSON 8 a delegada Nadine_Farias_Alfor: 1, (tacit) ele/ela (referent: Nadine): 3, Nadine: 4
5 morte 70 350 NONE 5 a morte: 3, morte: 1, A morte: 1
6 Beto 0 138 PERSON 5 ele (referent: Beto): 1, (tacit) ele/ela (referent: Beto): 1, Beto: 3
7 a Justiça 0 0 OTHER 5 (tacit) ele/ela (referent: feita Justiça): 3, a Justiça: 1, feita Justiça: 1
8 agressão 0 150 NONE 4 A agressão: 1, a agressão: 2, uma agressão horrível: 1
9 Thaís 0 25 PERSON 4 (tacit) ele/ela (referent: Thaís): 2, Thaís (apposition: A filha mais velha de João_Alberto): 1, Thaís: 1
10 Milena Borges Alves 60 0 PERSON 4 Milena: 1, ela (referent: Milena_Borges_Alves): 1, Milena_Borges_Alves (apposition: A atual mulher): 1, Milena_Borges_Alves: 1