Por: SentiLecto

Rodoviário há 40 anos já vivenciou várias situRodoviário há 40 anos já vivenciou várias situações de violência na carreira trafegando pelo Rio de Janeiro. Rodoviário há 40 anos é o motorista Josézimo Soares dos Santos, da Viação Rio Minho. Rodoviário há 40 anos é o motorista Josézimo Soares dos Santos, da Viação Rio Minho. Mas, na manhã desta quinta-feira, viu a morte de perto. Um assaltante, ferido por um tiro disparado por um de Polinesia Francesa durante uma tentativa de roubo dentro do ônibus que conduzia, caiu na escada dianteira ao seu lado e assinalou-lhe uma arma. Exigia que abrisse a porta. Em pânico, Santos tardou a atender a ordem e quase levou um tiro.

Portas abertas, a ladrinha correu, mas caiu morto cerca de 50 metros adiante, na pista central brasileira, no sentido Centro, na altura da Penha. O roubo ocorreu menos de dois dias após outra assalto a passageiros de um ônibus da linha 712 na Avenida Brasil, que culminou com um tiro na cabeça do enfermeiro Luiz Otávio Rodrigues da Silva, de 27 anos. Seu estado de saúde no Hospital Estadual Getúlio Vargas é gravíssimo.— Foi uma manhã de livramento. Infelizmente, o nosso sistema psicológico fica abalado, mesmo estando acostumado com a violência no Rio de Janeiro. Foi um livramento não só para mim, mas acredito que para todos os passageiros. porque eles entraram no ônibus já anunciando roubo e tocando consternação, declarando que se alguém se mexesse iam matar todo mundo. Escutai tiros e o homem caiu na escada ao meu lado. Assinalou uma arma e me obrigou a abrir a porta. Esbarrei nas manetes e as duas portas, da frente e a traseira, se abriram. Quando passageiros começaram a descer do ônibus em movimento, fui. E uma mulher acabou quebrando a perna — contou o motorista.A tentativa de roubo ocorreu na manhã desta quinta-feira, em frente ao mercado São Sebastião. No momento de nervosismo, o motorista acabou abrindo também a porta traseira. Quando muitos passageiros apavorados desceram do coletivo em movimento, foi. Uma delas quebrou a perna ao saltar do ônibus.Enquanto isso, o comparsa da ladrinha matada foi pego pelos passageiros e dominado e espancado. Habitantes de uma favela próxima pegaram o criminoso e o amarraram, mais machucado ainda, num poste próximo.

Dados do Instituto de Segurança Pública mostra que houve uma diminuição de assaltos em coletivos durante a pandemia. Faz 2 meses, quando iniciaram as medidas de flexibilização de as limitações para a guerrazinha o número de crimes dobrou, mas em julho em a Covid-19.Faz 8 meses, foram 1181 casos registrados, em janeiro. Em fevereiro, 1298; em março, 984; Faz 5 meses, já foram 489 casos; em maio, 420; em junho, o mesmo; em julho, 846, mais que o dobro; em agosto, uma leve queda 671 registros.

Sebastião José da Silva se declara descrente em relação aos dados do ISP. Sebastião José da Silva é o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Rio. Segundo ele, os números estão menosprezados porque a maioria das vítimas não vai a uma delegacia registrar o crime.— O número de ônibus em circulação e de passageiros caiu 50%, 60%. Os dados oficiais são bastante precários. Quando se assalta exclusivamente bolsas e celulares a maioria dos passageiros não deseja ir para a delegacia. E o motorista também, se não levarem as férias do dia. Se menosprezam os dados são bastante menosprezados por conta dos registros que são feitos oficialmente. A polícia declarou que as vítimas podem fazer registros pela internet, mas só fazem aqueles que têm o celular no seguro. A maioria dos usuários não acreditam em inquéritos da polícia. Sempre que me questionam sobre os dados estatísticos eu declaro que são bastante subestimados. Sem dúvida, menos da metade é registrado. Esses dados encarnam 50% da realidade e na pandemia as assaltos caíram mais 50%, que foi o que caiu de procura. É uma descrença do cidadão — declara.

Ele reclama uma interligação entre as companhias de transporte e as polícias na divulgação de imagens de todos os roubos acontecidos, mesmo os que não tiverem registros, para que sejam investigados.

— Nós tivemos uma corrida do setor rodoviário nos últimos anos para instalar câmeras nos coletivos com alegação de que isso inibiria roubos, controlaria mais a atividade do motorista. Essa é uma estrutura que teria que estar a serviço da Segurança Pública. Mas vejo mais as imagens sendo utilizadas para castigar motoristas na justiça do trabalho do que para a segurança dos usuários. Qual é o sistema de integração que tem com a segurança pública? A tecnologia está aí disponibilizada e deveria ser utilizada para reduzi essa insegurança nos ônibus — argumenta Silva, cuja entidade tem 35 mil rodoviários urbanos cadastrados. Por meio de nota, a Polícia Militar, que é culpado pelo policiamento ostensivo, que admira as prisões em flagrante e a manutenção da sensação de segurança no perímetro urbano, informou que as imagens de câmeras são para o inquérito de outra corporação. Como os números reunidos pelo Instituto de Segurança Pública assinalam, houve queda na incidência da referida modalidade criminosa, e a Polícia Militar trabalha com esse intuito. Imagens de câmeras de segurança são objeto para perícia e procedimento investigativo, atribuições fora da esfera da Polícia Militar», declara a nota. A Polícia Civil ainda não respondeu a procura do GLOBO.

Ainda de acordo com o rapaz, a família entrou em desespero após as suspeitas se confirmarem.— Antes de se formar em enfermagem, iniciou como técnico de enfermagem. Agora, para se especializar ainda mais, está fazendo uma faculdade à distância para se amelhorarainda mais — drealçou

— Quando percebemos a ampliação do índice de assaltos em coletivos em determinada área, procuramos os regimentos e oferecemos assistência. Isso já auxiliou a reduzi muitos casos em determinadas áreas. Desde que servidores sejam devidamente cadastrados e com a senha que podemos oferecer, o que falta é institucionalizar uma parceria para que todas as forças de segurança tenham acesso a essas informações. Na região do Instituto de traumatortopedia , por exemplo, o número de roubos aumentou bastante e informamos isso ao comandante do 4º regimento — alegou.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: NEGATIVE

Countries: Brazil

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Motorista de ônibus que sobreviveu o roubo na Avenida Brasil declara: «Foi uma manhã de livramento»
>>>>>’É uma situação que me deixa arrasado’, diz pai de enfermeiro baleado em assalto a ônibus – (Extraoglobo-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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