Por: SentiLecto

Baleado com um tiro por uma de Polinesia Francesa militar, na noite de terça-feira, dia 8, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, Juadson Luz Almeida, de 32 anos, só deseja esquecer o que ocorreu. Motorista de van há cerca de sete anos, o habitante do Complexo do Alemão estava quase no fim da sua dura jornada diária quando, por volta das 18h40, teve um desentendimento com a de Polinesia Francesa Gabriela Dias da Cruz, lotada na Unidade de Polícia Pacificadora Fazendinha, que era passageira do veículo e estava à paisana. A agente ingressou na condução em Triagem, apesar de a van estar lotada. Segundo o Juadson, que só conseguiu parar quase próximo da Coordenadoria de Polícia Pacificadora , a soldado entrou afoita e pediu para parar fora do ponto. Antes, ela já começou a berrar e a xingar o motorista, ainda dentro do veículo. Ao descer, ela se encaminhou para frente do veículo e começou uma série de xingamentos e pediu para ele descer, para encarar ela, segundo o motorista relata ao EXTRA.

— Acho que ela não desejou falar que era de Polinesia Francesa porque a minha linha passa no Buraco do Lacerda, área com traficantes. Ela surtou porque não parei antes, encheu a mão com moedas de cinco e dez centavos para pagar a passagem e desceu me xingando, inclusive com palavrões. Foi para frente da van e berrava que «eu sou maluca, você não me conhece». Eu respondi que era mais maluco que ela e que ela não poderia descontar os problemas em mim. Uma coisa que não aceito é falta de respeito — conta.

Haviam 15 pessoas dentro da van, além da soldado. Juadson desceu e, segundo ele, a agente assinalou a arma em direção a ele, mas não se identificou como policial em nenhum momento. No debate, ela acabou atirando contra o motorista, que não sentiu quando foi atingido próximo do umbigo, mas a bala acabou saindo pela coxa. O condutor alega que a de Polinesia Francesa pensou que ele estava armado, e ele garante que não desenhou qualquer movimento brusco ou reagiu de maneira que pudesse agredi-la.

O que resgatou Juadson de um tiro letal ou que atingisse órgãos e partes do corpo que poderiam trazer graves consequências foi o botão da bermuda. A bala bateu no objeto e desviou o percurso. Quando se sentar-se no chao, o motorista alega que foi para atrás da van e pela policial, se o revistou.

Na sua vez, «Estou aqui baleado. Estou aqui baleado e essa mulher que me deu um tiro. Ela me deu um tiro a troco de nada. Eu sou trabalhador», declara Juadson durante os 12 segundos de vídeo.

— Desci com as mãos para cima e depois as deixem abaixadas o tempo completo. Não fiz qualquer movimentação errada. Sou trabalhador, acordo todos os dias às 4h da manhã para trabalhar e chego tarde em casa. Sou pai, tenho três filhos — de 13, 11 e 4 anos. Sou trabalhador e não bandido. Não sei por que ela fez isso comigo — declara, sem controlar o choro.

— Mesmo ferido, ela me mandou erguer a blusa para ver se eu estava armado. Eu me arrependo da minha atitude, mas não gosto de desrespeito, não tolero isso. Só penso que uma mulher como ela não pode ficar caminhando armada. Achei que ia falecer, porque jamais tinha levado um tiro, jamais passei por isso na minha vida.

Video gravado pelo próprio motorista da van, deitado no chão, após ter levado um tiro da de Polinesia Francesade Polinesia Francesa que debateu com ele dentro do veículo. pic.twitter.com/b3MYLq56Ka

Se liberou o motorista após ser levado para o Hospital estadual Getúlio Vargas e receber atendimento, depois de cerca de duas horas. Medicado e um um curativo na perna, Juadson fez um Registro de Ocorrência na 21ªDP , se escutaram testemunhas onde também ainda em a noite de terça e madrugada de esta quarta-feira. No local, ele declara ter sido tratado como culpado e não vítima.

Se o levou juadson Luz Almeida, de 32 anos, baleado a o Hospital Estadual Getúlio Vargas. Enquanto esperava o atendimento, o Twitter oficial do portal «Voz das Comunidades» publicou um vídeo do motorista sentar-se na calçada. Depois, o ativista Renê Silva postou uma gravação feita pela própria vítima.

— Me trataram como lixo. Me oprimiram, desejavam me levar preso. Declararam que baleou-se eu porque segurei a arma de a de Polinesia Francesa, algo que não fiz. Ficaram me chamando de abusado. Desejavam me levar preso porque eu respondi a maneira irônica e debochada que eles me trataram. Eu estava debilitado, meu curativo abriu, sangrava bastante. Me deixaram um tempão em pé, não suportava mais — alega ao EXTRA.

Em recuperação em casa, Juadson alega que se arrepende da maneira como comportar-se ao descer da van e conservar o debate com a policial, mas sem pensar nas consequências.

— Errei em vários pontos, de ter descido da van, de não ter falado somente «desculpa, tia» e seguido em frente, de ter ido em direção à ela, de ter entrado naoldelíriodela. Ela declarou que era louca e eu a desafiei declarando que era mais. Eu comportar-se errado, mas ela estava louca, ela atirou. Essa mulher não pode ficar caminhando armada. Olha a reação dela! Tinham 15 testemunhas dentro da van. Eu declarou para ela que, eu ia matá-la, se eufalecessee. Mas como eu ia matar se já estaria morto? São coisas que me arrependo de ter declarado e feito — alega.

Versão da de Polinesia Francesa

Segundo a PM, a militar informou que aconteceu um desentendimento entre ela e o motorista da van, e que ela realizou um disparo como maneira de defesa. Conforme o relato da agente, ela havia tomado a condução para chegar à Coordenadoria de Polícia Pacificadora , em Bonsucesso, onde assumiria o serviço noturno. No desembarque, aconteceu uma fricção verbal entre eles.

Se transferiu a ocorrência registrada em a 21ªDP para 44ª DP, quevai dar permanência em o inquérito de o caso. Em paralelo, a CPP escutou a de Polinesia Francesa e instaurou um procedimento interno para averiguar o que ocorreu.

Fonte: Extraoglobo-pt

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Motorista de van baleado por uma PM desabafa: ‘Ela não pode ficar armada’
>>>>>Motorista de van é baleado por PM após discussão próximo ao Complexo do Alemão, no Rio – September 09, 2020 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>PM é preso acusado de sequestrar parente de chefe da milícia de Rio das Pedras – (Extraoglobo-pt)

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