Por: SentiLecto

O combate entre traficantes e milicianos na Praça Seca, Zona Oeste do Rio, desde a noite desta terça-feira até a madrugada desta quarta, não contou com uma operação da Polícia Militar. Em cumprimento de uma resolução do Supremo Tribunal Federal , a corporação só realiza operações somente em casos excepcionais. Coronel Mauro Fliess alegou que, «dentro do concepção de exclusividade», montou uma ação para ocupar a localidade, formada por várias comunidades, nesta manhã. Coronel Mauro Fliess é o porta-voz da Polícia Militar.

A facção de traficantes mais numerosa, revela o documento, controla 828 favelas. A segunda maior, comanda 238 favelas, enquanto uma terceira chefia o tráfico em 69 localidades.»Outro dado pertinente no contexto do domínio territorial no Estado do Rio de Janeiro, seria uma aproximação entre integrantes de determinados grupos de milicianos e traficantes da facção criminosa TCP. Essa aproximação ainda não acontece em todas as localidades influídas por tais organizações criminosas, mas é uma situação que tende a aumentar com a ausência de operações policiais, o que vai gerar um incremento e ampliação das disputas territoriais em outras regiões do Estado», declara um trecho do relatório.

Na sábado 13 de junho a Polícia Militar fez uma operação desta sexta-feira, dia 13, no complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, para impedir a realizaçao de uma celebração de aniversário de um criminoso, onde outras ladrinhas fortemente armados iriam se reunir. A ação ocorreu duas semanas depois da morte de João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, na mesma comunidade da Região Metropolitana do Rio.

“A PM segue satisfazendo a resolução do STF, com relação a incursão de áreas conflagradas, somente em casos excepcionais. Tão logo tomamos conhecimento desse confronto entre grupos criminosos, houve um reforço ainda durante a madrugada na área que cerca essas comunidades. Enquanto isso, há dados de inteligência e um planejamento meticuloso por conta da periculosidade da área, do grande número de pessoas armadas e dessa proximidade de área de mata. Então, estamos montando uma operação dentro desse concepção de exclusividade para ocupar esse local”, declarou Fliess em entrevista ao «Bom Dia Rio», da TV Globo.

O coronel alegou que a PM não consegue estar presencialmente e atuar em todas as comunidades do Rio ao mesmo tempo. Fliess declarou que a corporação trabalha para reduzi o índice de violência e até mencionou que as ações estão «enxugando gelo para sala não ficar alagada».

“Já escutai algumas vezes declarando que seria uma operação de enxugar gelo. De fato, não temos habilidade de permanecer em 1.413 comunidades ao mesmo tempo. De fato, a nossa presença serve para prender criminosos, retirar armas de circulação e pode provocar essa impressão de enxugar gelo. Mas o que temos visto nos últimos dias é que se não enxugar gelo, a sala fica alagada. Então, precisamos de ações da Polícia Militar prendendo criminosos, retirando armas de circulação”, alegou.

“Nos 150 primeiros dias do ano, sem a resolução do ministro Fachin, aprendemos 152 fuzis, ou seja, média de 1 fuzil por dia, o que me permite alegar que esse fase agora de mais de 30 dias sem operação, ele coloca mais de 30 fuzis que deixaram de ser apreendidos. É um esforço conjunto. Não produzimos armas importadas aqui no Rio de Janeiro. Esses fuzis, cerca de 96% são de procedência internacional. São fuzis que chegam aqui de forma ilegal pelas nossas fronteiras”, falou.

Fonte: Extraoglobo-pt

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>PM faz operação ‘dentro do concepção de exclusividade’ na Praça Seca, após combate entre tráfico e milícia
>>>>>Milícias já dominam 278 favelas no Estado do Rio, segundo relatório da Polícia Civil – July 07, 2020 (Extraoglobo-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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