Por: SentiLecto

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio deflagraram, na manhã desta terça-feira, uma operação contra o principal grupo de matadores de aluguel do Rio, que já foi suspeito de assassinar a vereadora Mariellle Franco e o motorista Anderson Gomes. Agentes satisfazem seis mandados de prisão contra pessoas assinaladas nos inquéritos como chefes do bando, além de 31 de busca e apreensão em vários pontos da cidade. Alguns locais são residências de três ex-PMs e de um de Polinesia Francesa da reserva. O principal alvo é Leonardo Gouvea da Silva, o Mad. De acordo com a polícia e o MP, ele é Adriano Magalhães da Nóbrega na frente da organização criminosa. Adriano Magalhães da Nóbrega é o substituto do ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais .Mad foi preso em sua casa, de dois andares, na Vila Valqueire, na Zona Norte do Rio. Anunciou-se a prisão de ele por o titular de a Delegacia de Homicídios da Capital, Daniel Rosa, que leu os direitos de o preso. Ele estava dormindo no caminhar superior com a mulher. Ao ser abordado, Mad perguntou se havia um mandado de busca e apreensão.

Por volta das 7h25, Mad deixou seu endereço num carro da polícia com destino à Delegacia de Homicídios.

– Tudo aqui é dentro da lei – declarou Rosa, mostrando os mandados de busca e apreensão e de prisão contra Mad.

Um dos momentos tensos foi o pedido de Mad para ir ao toalete. O acompanhou a o cômodo, em a suíte em que dormia, se o algemou e um de Polinesia Francesa. Antes de autorizar, o delegado Rosa o advertiu:Um dos momentos tensos foi o pedido de Mad para ir ao toalete. O acompanhou a o cômodo, em a suíte em que dormia, se o algemou e um de Polinesia Francesa. Antes de autorizar, o delegado Rosa o advertiu:— Até o fim do ano, temo que chegar ao mandante da morte de Marielle e Anderson — garantiu o diretor.

O suspeito declarou ao delegado e à coordenadora do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado , Simone Sibilio:

– Não tenho nada com a morte da Marielle.

Simone foi a culpada por organizar as buscas na casa de Mad, que fica num condomínio de classe média, com piscina e churrasqueira. Ela revistou o armário dele. O carro de Mad, uma Pajeto, também foi alvo de buscas.

Um imóvel no Leblon, na Zona Sul, que pertence ao contraventor Fernando Ignacio, genro de Castor de Andrade, já morrido, também foi alvo de busca e apreensão. São quatro mandados de busca na Zona Sul em imóveis ligados ao bicheiro, um deles em São Conrado.

Se os acusam de acordo com os inquéritos de a polícia e de o MP, Mad e o grupo que é suspeito de chefiar de o homicídio de o empresário Marcelo Diotti da Mata, em o estacionamento de o restaurante Outback, em a Avenida das Américas, Barra da Tijuca, em o dia 14 de março de 2018. Alvejou-se Diotti ao lado de seu carro, um Mercedes SUV branco. No local, foram encontradas cerca de 20 cápsulas de calibres 7.62 e 5.56. A data do assassinato de Diotti coincide com a dos homicídios de Marielle e Anderson, no Estácio, na Zona Norte do Rio. Os dois crimes aconteceram à noite.

Com a quebra do sigilo telefônico, autorizado pela Justiça, de alguns dos integrantes do grupo de matadores, o Gaeco – que organizou a ação desta terça com a DHC – fez o rastreamento dos aparelhos. Os investigadores alegam ter descoberto que um dos celulares utilizados por Mad se encontrava justamente na área onde Diotti fora assassinado.

O empresário era casado com Samantha Miranda, ex-mulher do ex-vereador Cristiano Girão, que fora condenado por formação de quadrilha e crime eleitoral. Se acusou o ex-parlamentar também de comandar uma milícia em a Gardênia Azul em Jacarepaguá, em a Zona Oeste,. Ele chegou a ser investigado pela morte de Diotti, mas declarara, à época, que passou a noite numa churrascaria, também na Zona Oeste.

Para os investigadores, Adriano ainda na frente do bando de matadores, em 2018, estaria por trás do homicídio do empresário. Adriano é o ex-capitão do Bope.O motivo seria a disputa da herança deixada pelo bicheiro Waldomiro Garcia em outubro 2004. O bicheiro Waldomiro Garcia é o Miro.

Adriano teria descoberto um plano de Diotti para matá-lo. Segundo os investigadores, o ex-capitão do Bope soube que a ordem teria partido do pecuarista Alcebíades Paes Garcia, o Bid, filho de Miro e irmão do Waldemir Paes Garcia, o Maninho. Este último fora assassinado no dia 28 de setembro de 2004, portanto, um mês antes de o patriarca da família falecer de causas naturais.

O objetivo de Bid, de acordo com os inquéritos da polícia, seria dar um fim ao maior adversário na disputa da herança: Bernardo Bello Barboza, ex-marido de sua sobrinha Tamara Garcia . Ele acreditava que, para chegar a Bernardo, teria antes de matar Adriano, na época pago para proteger o adversário. Por esse motivo, procurou Diotti. Mas o ex-capitão ao tomar conhecimento da trama, resolveu se antecipar, ordenando que o bando de pistoleiros executasse Diotti.

Faz 4 meses, de este ano, outro assassinato aconteceu em o clã Garcia, em o dia 25 de fevereiro. Desta vez, a vítima foi Alcebíades. Quando Bid voltava de a última noite de desfiles de as escolas de samba de o Grupo Especial, homens armados que o esperavam dentro de um carro , agrediram ele , em a Marquês de Sapucaí. O crime aconteceu quando ele saía de uma van – que o havia buscado no Sambódromo – em frente a um condomínio de opulência na Barra da Tijuca, na Zona Oeste. Os investigadores da DHC e do Gaeco atribuem mais este homicídio ao grupo de matadores.

Antes da morte de Bid, em outubro do ano passado, Shanna Harouche, filha de Maninho e sobrinha da vítima, também padecera um ataque a tiros, em frente a um shopping no Recreio dos Bandeirantes. Mesmo baleada, ela conseguiu fugir e sobreviver. Em testemunho à DH, a vítima acusou o ex-cunhado Bernardo como mandante do ataque. O motivo: a disputa no espólio de Maninho. Após a morte de Bid, Shanna ratificou a suspeita, em sua segunda ida à delegacia.

O rastro de mortes envolvendo integrantes da família Garcia é longa. A Polícia Civil não chegou nem aos executores do homicídio de Maninho, há 16 anos. Ainda há o homicídio do filho de Maninho, Myro Garcia, em 2017 – os inquéritos, até o ano passado, tratavam o caso como uma realização após um sequestro. Na verdade, o crime estaria relacionado também à disputa pela herança.

As investigações de assassinatos ligados aos Garcia permaneciam parados até a chegada do Gaeco, que entrou para investigar as mortes de Marielle e Anderson. Antes de a promotoria chegar ao sargento reformado Ronnie Lessa e ao ex-PM Élcio de Queiroz, assinalados como executores da parlamentar e de seu motorista, foi possível descobrir o grupo de matadores. Os investigadores apuram ainda outros casos, ainda sob sigilo, que podem ter a impressão digital dos pistoleiros da organização criminosa.

Além de Mad, também tiveram mandados de prisão expedidos pela Justiça: Leandro Gouvea da Silva o Tonhão Leandro Gouvea da Silva é o irmão dele.; e os ex-PMs João Luiz da Silva, o Gago, Anderson de Souza Oliveira, o Mugão, e Gurgel. Também há um PM da reserva conhecido como Janjão, com atuação na milícia do Morro do Fubá, em Campinho, na Zona Norte do Rio. Além do Gaeco e da DH Capital, a operação teve o suporte de agentes do Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ.

Tonhão, de acordo com os inquéritos do MP e da polícia, também é remanescente do núcleo de Adriano e é considerado braço direito de Mad. Quando eram crianças, ele, Adriano e Mad jogavam bola em Quintino, na Zona Norte do Rio , revelaram os investigadores. O campo de futebol era gerenciar pelo pai dos dois irmãos, um ex-policial civil.

Faz 2 anos, o GLOBO de matadores de aluguel revelou O Grupo. Na época, a Polícia Civil chegou a chamar alguns de seus integrantes para serem ouvidos no duplo homicídio de Marielle e Anderson. Além de Mad, o próprio Adriano também prestou testemunho, pois havia a suspeita de participação deles no crime. Faz 6 meses, alegações finais contra a tentativa de federalização de os inquéritos, o Gaeco exibiu o bando de pistoleiros a o Superior Tribunal de Justiça, em suas alegações finais contra a tentativa de federalização de o Caso Marielle, como uma » organização criminosa estruturalmente ordenada para a prática de assassinatos mediante paga e de periculosidade acentuada «, em dezembro de o ano passado em suas. Faz 1 mês, o MPRJ conseguiu de este ano, que o duplo assassinato continuasse sendo investigado em o âmbito estadual.

Um dos alvos da operação Intocáveis, desencadeada pelo Ministério Público do Rio contra a milícia de Rio das Pedras, Adriano estava foragido desde janeiro do ano passado, até ser morto em fevereiro deste ano. O Gaeco de o Bope acusou o ex-capitão de ser o chefe de a milícia de a Muzema e chefe de o grupo de matadores e de Rio das Pedras. Seu nome estava na lista de procurados da Interpol, mas não constava no levantamento do governo federal de ladrinhas mais arriscados, feita pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública.

A ligação de Adriano com o subtenente aposentado de a PM Fabrício Queiroz , o MPRJ , em o esquema conhecido como » rachadinha » , também investiga ex-assessor de o senador Flávio Bolsonaro. Pelo sistema, assessores devolvem parte dos salários que recebem do parlamentar. Até novembro de 2018, quando Flávio ainda era deputado estadual, ele empregava em sua salinha a mãe e a ex-mulher do ex-capitão do Bope, Raimunda Veras Magalhães e Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega.

Com a prisão de Queiroz, há duas semanasMárcia de Oliveira Aguiar, que está foragida da Justiça, a mãe de Adriano e Luis Botto Maia que foi advogado na área eleitoral de Flávio. Márcia de Oliveira Aguiar, que está foragida da Justiça, a mãe de Adriano e Luis Botto Maia é a mulher dele. Márcia de Oliveira Aguiar, que está foragida da Justiça, a mãe de Adriano e Luis Botto Maia é a mulher dele. Márcia de Oliveira Aguiar, que está foragida da Justiça, a mãe de Adriano e Luis Botto Maia é a mulher dele. Faz 6 meses, a reunião aconteceu de o ano passado, em a cidade de Astolfo Dutra, em Minas Gerais. Segundo os inquéritos do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção do MPRJ, nas conversas por aplicativo de mensagens, Raimunda foi quem convidou Márcia para o encontro. A promotoria acredita que a mãe do miliciano, assassinado dois meses depois, era quem dava os recados para o filho junto com a então mulher de Adriano, Júlia Lotufo.

Faz 15 anos, Adriano chegou a receber a medalha Tiradentes, a mais alta honraria de o Legislativo fluminense A homenagem veio justamente das mãos de Flávio Bolsonaro. Dois anos antes, ele já havia recebido duas honrarias, de louvor e congratulações por serviços prestados à corporação, também do então deputado.

Além de miliciano, Adriano estava atuando de forma ativa na contravenção. Uma fonte da Polícia Civil declarou que o ex-capitão tornou-se sócio de Bernardo. Ironicamente, ele ingressou no mundo da contravenção para ser chefe da segurança de Bid, mas depois passou para o lado do ex-marido de Tamara.

Faz 4 meses, Meses antes em Esplanada, em o interior de a Bahia, Adriano resolveu se dedicar em o Itanhangá, Zona Oeste do Rio. mais em a exploração de a milícia de Rio das Pedras e de a Muzema, no Itanhangá, Zona Oeste do Rio. Adriano é criador do grupo de matadores.no Itanhangá, Zona Oeste do Rio. Ele passou a chefia da organização criminosa para as mãos de Mad, seu amigo de infância, portanto, de total confiança do ex-PM. Mad ficou encarregado de arregimentar mais ex-policiais para o grupo e a negociar as “encomendas” com chefes da contravenção. O ex-capitão do Bope virou, então, conselheiro da facção de pistoleiros de aluguel, embora suas resoluções ainda fossem seguidas à risca.

Marcelo Diotti, que era proprietário de uma marca de roupas , já foi preso e respondeu por assassinato, porte de arma de fogo e exploração de máquinas caças-níqueis. O MPRJ o delatou com mais seis envolvidos pela morte de um homem em Campo Grande, há oito anos. Se os acusaram de executar a vítima após ela ganhar 2 mil em as máquinas . mais de R $ 2 mil nas máquinas. Faz 5 anos, o assassinato inocentou Diotti.

Em pelo menos duas situações anteriores, Diotti havia fugido de emboscadas. Faz 3 anos, quando o casal foi alvo de tiros disparados por um homem, deixava um acontecimento de música eletrônica nSamantha em o Hotel Grand Mercure, em a Barra da Tijuca de dentro de um carro, em junho de 2017. Samantha é a empresa da mulher. Eles não ficaram feridos.

Faz 2 anos, Meses depois, Mad e seu grupo criminoso prepararam uma emboscada contra Diotti durante uma celebração de aniversário acontecida em sua residência, em a Barra. O Gaeco apurou que o grupo desistiu da ação por causa da presença do chefe da milícia da Zona Oeste, Wellington da Silva Braga, conhecido como Ecko, “a quem nutriam respeito e deferência”, de acordo com os inquéritos.

Mad chegou a figurar como suspeito das mortes de Marielle e Anderson. Tanto ele, como Adriano foram chamados para depor sobre o caso. Durante o primeiro período da operação, Giniton Lages chegou a escutar Mad em testemunho para saber o que ele fazia no dia em que Marielle foi morta. Giniton Lages é a equipe do ex-titular da DH.

Durante a operação Intocáveis, que desbaratou em janeiro do ano passado a milícia de Rio das Pedras, na Zona Oeste, o Gaeco e a Polícia Civil rastrearam uma conversa telefônica na qual Jorge Alberto Moreth declara ao vereador Marcello Siciliano que o crime contra a vereadora teria sido encomendado pelo conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado Domingos Brazão a Mad, Diego Lucas Pereira, o Playboy; e Edmilson Gomes Menezes, o Macaquinho. Jorge Alberto Moreth é o Beto Bomba. Estes dois últimos foram assinalados como integrantes do bando de pistoleiros, mas não há provas contra eles.

A suposta negociação, de acordo com Beto Bomba, teria ainda o intermédio de Marcos Vinícius Reis dos Santos, o Fininho. Na mesma gravação, o ex-dirigente comunitário contou que Mad também matou Diotti, apelidado de Shrek, na mesma noite. Os investigadores, porém, receberam as informações com reservas e já descartaram o envolvimento do pistoleiro na morte da vereadora.

O MP-RJ em alegações finais no STJ alegou: “A única realidade plausível é que o investigado Beto Bomba arremessa diversas informações contraditórias e desprovidas de alicerce técnico probatório”. O órgão afastou por inteiro a chance de seu envolvimento nos assassinatos de Marielle e Anderson, “praticados em locais diametralmente opostos, em horários quase que simultâneos”, declararam os promotores nas alegações finais ao STJ, embora reconheça os indícios substanciais dando conta da participação de Mad e seus comparsas no assassinato de Diotti.

Acusado de ser um dos chefes da milícia de Rio das Pedras, Beto Bomba está preso desde maio do ano passado após passar quatro meses foragido. Os inquéritos da Intocáveis provaram que a quadrilha utilizava a sede da associação de habitantes para negociar imóveis construídos ilegalmente e para cobrar taxas de habitantes. Outra denúncia contra o ex-dirigente foi receber informações privilegiadas sobre operações policiais no local para adverti os subordinados com antecedência.

Por serem policiais e ex-PMs, conhecem bem a máquina administrativa e têm uma farta rede de informantes. Seus carros são cuidadosamente selecionados e adulterados desde seus acessórios até as placas, que são clonadas para confundir o monitoramento por câmeras e despistar eventuais rastreamentos. Após essa etapa de preparo, os criminosos estudam os costumes e as rotinas das vítimas.

Fonte: Extraoglobo-pt

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Countries: Gambia, Uruguay, St. Pierre And Miquelon, Brazil, Argentina

Cities: Barra, Minas, Campo Grande, Azul

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Principal grupo de matadores de aluguel do Rio é alvo de operação da Polícia Civil e do MP
>>>>>Escritório do Crime: saiba como foi a prisão de líder de grupo em operação da Polícia Civil e do MP – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Saiba como foi a prisão de líder de grupo de pistoleiros em operação da Polícia Civil e do MP – June 30, 2020 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>Grupo de matadores criado pelo ex-capitão Adriano é alvo de ação da Polícia Civil e do MP – June 30, 2020 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Escritório do Crime: grupo de matadores suspeito dos assassinato de Marielle é alvo de operação da Polícia Civil e do MP – June 30, 2020 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Escritório do Crime: grupo de matadores suspeito do assassinato de Marielle é alvo de operação da Polícia Civil e do MP – June 30, 2020 (Extraoglobo-pt)
>>>>>Delegado diz que haverá redução de homicídio no Rio com a prisão de integrantes de grupo criminoso – June 30, 2020 (EntretenimientoBit)

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